Sugestão de leitura: A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO

Uma boa leitura referente a importância da Sociologia no Ensino Médio é o texto
(Texto escrito em julho de 2008 para um seminário sobre Ensino de Sociologia, promovido pelo Centro Acadêmico de Ciências Sociais na Biblioteca Municipal de Mossoró)
A IMPORTÂNCIA DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO
Por Aécio Cândido
Todo mundo sabe, ou julga saber, para que serve a Biologia. Tanto que ela, como a Química, a Matemática e a Física, há mais de século, figura nos currículos de todos os níveis de ensino. A Biologia, ocupando-se do estudo dos seres vivos, das formas de vida, da organização e reprodução da vida, oferece uma gama de conhecimentos muito úteis para se compreender as doenças e seus tratamentos, por exemplo. Hoje, a toda hora, estamos expostos a um vocabulário médico que, para ser compreendido, carece de conhecimentos da Biologia: “Fulano é infértil”, “a mulher de fulano desenvolveu uma gestação fora das trompas”, “ele sofre de uma doença genética”, “seu problema é no esôfago”, “ela está perdendo glóbulos brancos”, “sua inflamação é causada por uma bactéria”, “talvez isso se deva ao consumo de transgênicos”. Conclusão: o aprendizado da biologia, em seus princípios gerais, é necessário para que o cidadão moderno possa melhor interagir com o mundo.
As ciências exatas e naturais justificam a necessidade de seu aprendizado pelo poder de intervenção sobre o mundo, embora muito do que se aprende delas no Ensino Básico, como formação geral, tenha um caráter bastante abstrato. Com os conhecimentos da biologia curam-se doenças, processam-se intervenções no organismo (cirurgias, transplantes de órgãos) e recupera-se bem-estar, que é o que, afinal, importa para o homem. Com a matemática criam-se edifícios, pontes e estradas; a química nos dá remédios, tintas e patrocina, pela sintetização de adubos, a multiplicação da produção vegetal; a física está na raiz da geladeira, do motor do automóvel, da produção de energia elétrica, do vôo do avião e dos foguetes, dos radares. Todas estas ciências são ciências puras. De certo modo, elas existem para si mesmas, se justificam em si mesmas, expandindo-se pela curiosidade daqueles que se dedicam a elas. No entanto, elas têm uma capacidade tão grande de converter seus conhecimentos puros em intervenções úteis à vida humana que seu estudo nos diferentes níveis de ensino, como iniciação, é aceito por todos nós como necessária. E todos estamos convencidos de que ninguém que se julgue educado pode prescindir dos conhecimentos dessas ciências. Em outras palavras, nós aceitamos como uma verdade essencial que todos precisamos de uma boa educação científica e que dela, da educação científica, e delas, das ciências, dependem o avanço técnico da sociedade.
As ciências sociais são mais desconhecidas. Seu papel não é evidente, ou seja, nem sempre se vê os fenômenos de interesse dessas ciências e nem se atina com a serventia de seus resultados. Historicamente, a sociologia tem sido vítima de reduções falseadoras. Já se imaginou que seu objeto de estudo, único e exclusivo, era a pobreza. Já se viu nela uma componente subversiva intrínseca: a sociologia se interessaria, só e somente só, pela tomada do poder. Já se achou que sua função era fazer a crítica do capitalismo ou a das “patologias sociais”. Em razão dessas hiperbolizações é que a sociologia foi menosprezada e mesmo proibida.
Ver o restante do artigo do professor Aécio Candido em:
Cristiano Bodart Bodart

Graduado em Ciências Sociais, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo/USP.

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