Pacifismo e Direitos Humanos

Abaixo 5 atividades objetivas relacionado ao Pacifismo e Direitos Humanos. Essas questões foram extraídas do curso Direitos Humanos e Mediações de Conflitos que venho fazendo.
1 – 
Sobre a situação da “Índia Tuíra ao ter encostado o facão…”.

Índia Tuíra – Em 1989, a Eletronorte convocou uma audiência pública para discutir a construção da usina Kararaô que, segundo os índios da região e o movimento ambientalista, causaria um grande impacto ambiental. Essa construção recebia na época financiamento do Banco Mundial. Durante a audiência, enquanto os guerreiros caiapós gritavam “Kararaô vai afogar nossos filhos!”, a índia Tuíra tomou a iniciativa, avançou para cima do então presidente da Eletronorte, José Muniz Lopes, e o advertiu encostando a lâmina do facão em seu rosto. Essa ação contribuiu para interromper o projeto da usina durante dez anos e também fez com que o Banco Mundial suspendesse o financiamento dessa construção.

Fontes para embasamento:
http://www.socioambiental.org/esp/bm/hist.asp
http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=10496

Escolha pelo menos uma resposta.
a. AÇÃO NÃO VIOLENTA, apesar de ser uma reação à ameaça que sua comunidade estava enfrentando e NÃO PODE SER MEDIADA.
b. AÇÃO VIOLENTA, apesar de ser uma reação à ameaça que sua comunidade estava enfrentando e PODE SER MEDIADA porque não viola os direitos humanos.
c. AÇÃO NÃO VIOLENTA, pois era uma defesa de um fato em prol da comunidade e PODE SER MEDIADA, pois não viola os direitos humanos.
d. AÇÃO VIOLENTA, apesar de ser uma reação à ameaça que sua comunidade estava enfrentando e NÃO PODE SER MEDIADA, pois viola um direito de base – o direito à vida.
Com relação à ação da índia Tuíra, ao advertir o presidente da Eletronorte, encostando a lâmina do facão em seu rosto na audiência pública que aconteceu para discutir a construção da usina Kararaô, que iria causar um grande impacto ambiental:

Essa ação contribuiu para interromper o projeto da usina durante dez anos, e também fez com que o Banco Mundial suspendesse o financiamento dessa construção. A ação da Índia Tuíra foi violenta e não pode ser mediada, pois viola um direito de base- coloca em risco a vida do presidente. A usina poderia tirar a vida de tantos outros indígenas, mas… Esperamos que tenha ficado explicito que um conflito que viola os direitos humanos não pode ser mediado. Lógico que acontecem algumas ironias, a exemplo da ação da Índia Tuíra, onde precisamos observar o contexto mais amplo, mas também, entender que uma violência não pode justificar outra. 

2 –
Sobre o comportamento do médico no caso de “Ana, uma mulher negra”.

O caso da Ana – Ana, uma mulher negra, procura um pronto-socorro por causa de uma queimadura leve, que aconteceu durante o trabalho. A sala de espera estava cheia e bastante movimentada. Após algum tempo de espera, o médico apareceu na porta e chamou: “Milton Araújo!”. Ninguém se levantou; o médico chamou de novo “MILTON ARAÚJO!”, o que deixou as pessoas curiosas. Ana, envergonhada, aproximou-se e disse ao médico em voz baixa: “Sou eu! Eu havia pedido na recepção que me chamasse pelo nome social, Ana”. O médico olhou-a indignado e disse: “eu sei, te chamei pelo nome de registro propositadamente”. As pessoas perceberam que Ana era uma transexual, ficaram atônitas, começaram a cochichar e dar risadinhas.

Escolher uma resposta.
a. AÇÃO VIOLENTA, pois o médico, numa atitude preconceituosa, se nega a atender um pedido de uso do nome social, violando o direito da diversidade sexual e esta ação NÃO PODE SER MEDIADA, pois viola os direitos humanos relacionados à diversidade sexual – um direito de base.
b. AÇÃO VIOLENTA, pois o médico, numa atitude preconceituosa, se nega a atender um pedido de uso do nome social, violando o direito da diversidade sexual e esta ação PODE SER MEDIADA, pois não viola os direitos humanos.
c. AÇÃO NÃO VIOLENTA, pois o médico, ao chamá-la pelo seu nome de registro, atentou contra um direito civil e esta ação PODE SER MEDIADA, pois não viola os direitos humanos.
d. AÇÃO NÃO VIOLENTA, pois o médico, ao chamá-la pelo seu nome de registro, atentou contra um direito civil e esta ação NÃO PODE SER MEDIADA, pois viola os direitos humanos relacionados à diversidade sexual, portanto um direito de base.
No caso de Ana, uma mulher negra, transexual, que procura um pronto-socorro por causa de uma queimadura que aconteceu durante o trabalho e o médico.

A ação do médico foi violenta e não pode ser mediada, pois o médico, numa atitude preconceituosa, (já que ele afirma que a chamou de propósito,) viola um direito de base, o direito humano da diversidade sexual, além de provocar constrangimentos de Ana perante o público que estava no hospital. A denúncia e repreensão do medico são fundamentais para combater a homofobia. 

3 –
Sobre a situação da professora em “Numa festa junina – Laila, uma criança negra”.

Numa festa junina – Laíla, uma criança negra, que sempre teve liderança na escola, foi escolhida pelos colegas para ser a “rainha do milho” da festa. A professora elogia Laíla, mas carinhosamente diz para a turma: “Minhas crianças, vocês já viram algum milho pretinho?” As crianças responderam em coro: “Nããããoooooo!”. Daí a professora diz “Pois é, eles são todos clarinhos. Por isso, precisamos escolher uma criança bem bonitinha, loirinha, assim como um milho”. As crianças ficam confusas, e Laíla sugere: “Se é assim, não deveria ter rainha do milho, mas sim do amendoim! O amendoim é tão bonitinho como nós; e a sua casca é da nossa cor. Assim pró, o amendoim também seguiria a cultura, pois é uma colheita de São João”. A professora ouviu e respondeu: “Certo, mas nós seguimos a tradição de que, durante o São João, a escola sempre tem uma rainha do milho. Vou ver se acho alguma criança branquinha…”.

Escolher uma resposta.
a. AÇÃO VIOLENTA, pois a professora, numa atitude de preconceito, se nega a atender um pedido da criança, violando o direito humano da diversidade racial e esta ação NÃO PODE SER MEDIADA, pois viola os direitos humanos relacionados ao tratamento igual na diversidade racial, portanto viola um direito de base.
b. AÇÃO NÃO VIOLENTA, pois a professora seguia uma cultura junina, na qual a rainha do milho é branca e a ação PODE SER MEDIADA, pois não viola os direitos humanos.
c. AÇÃO VIOLENTA, pois a professora, numa atitude de preconceito, se nega a atender um pedido da criança, violando o direito humano da diversidade racial e a ação PODE SER MEDIADA, pois não viola os direitos humanos.
d. AÇÃO NÃO VIOLENTA, pois a professora seguia uma cultura junina, na qual a rainha do milho é branca e a ação NÃO PODE SER MEDIADA, pois viola os direitos humanos relacionados ao tratamento igual na diversidade racial, portanto viola um direito de base.
Cristiano Bodart Bodart

Graduado em Ciências Sociais, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo/USP.

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