Dia das Mulheres

Eu repudio o Dia Internacional da Mulher!
Errata: ao invés de “espaciais”, ler-se “especiais”.

Mulheres, não aceitem os parabéns por esse dia!
“A dominação masculina está de tal maneira ancorada em nosso inconsciente que não a percebemos mais, de tal maneira afinada com nossas expectativas que dificilmente conseguimos repô-la em questão” (Pierre Bourdieu, 2010).
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Cristiano Bodart Bodart

Graduado em Ciências Sociais, doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo/USP.

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  1. Anônimo
    março 08, 14:45 Anônimo

    Pelo menos neste dia um grande número de pessoas estão atentas e abertas a receber/fazer este tipo de reflexão o que não ocorre no dia-a-dia.

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  2. Pedro Camilo
    março 08, 18:13 Pedro Camilo

    Olá Cristiano…

    Escrevo para responder de maneira bem sucinta as suas colocações.
    O Dia da Mulher, como em muitos meios é veiculado na atualidade, realmente é uma expressão machista da sociedade. Propagandas que dizem coisas como: "Mulher, você que é mãe, cozinheira, empresária, designer, cabeleireira, administradora, dona de casa, esposa, agricultora, motorista…….." – Realmente reafirma ainda mais os "deveres" da mulher impostos.

    No entanto, não podemos nos ater exclusivamente ao que a mídia burguesa, os partidos burgueses, as empresas colocam em seus discursos e propagandas. O Dia da Mulher é sim um dia importante para a luta das mulheres por direitos e por uma transformação profunda.

    Infelizmente, os oprimidos em nossa sociedade necessitam lutar por espaços como esses para conseguir construir de forma mais efetiva sua luta. Se rejeitarmos o Dia da Mulher como uma conquista do movimento feminista que os opressores tentam distorcer, rejeitamos automaticamente diversas outras vitórias de oprimidos – a exemplo, as cotas para afrodescendentes nas universidades.

    Vitórias históricas dos movimentos não podem ser tratadas de forma leviana. Por mais que a distorção dos opressores em relação aos ganhos dos oprimidos seja sempre intensa… é necessário que busquemos as respostas dos movimentos à essas distorções – não ficando assim reféns, mais uma vez, de quem nos oprime.

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