Diálogo: A “pedra fundamental” da democracia

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A palavra
democracia, no contexto moderno, está sempre em voga. Ela está
associada a um imaginário social tão positivo que dificilmente você
vai encontrar uma pessoa que diga abertamente “sou contra a democracia”.
Todavia, se é algo tão bom assim e todos concordam ela, por que é
tão difícil de implementá-la?

Inicialmente,
é necessário debruçar-se sobre o conceito de democracia. Inicialmente podemos conceituá-la genericamente como: “ Tradição
política que pauta-se na soberania popular exercida por efetiva
participação social confrontadas por argumentos racionais”. Assim sendo, confronto é sinônimo de democracia? Não necessariamente, porque
democracia é sobretudo diálogo. Mesmo com toda essa complexidade conceitual sem essa simples
palavra, não há base sólida para democracia.
Antes de
pensar a nível das instituições, vamos pensar no plano das
microrrelações. Você e seu colega, por exemplo, são políticos
indenpendentemente de terem cargo político ou não. Obviamente vão
divergir em algum momento porque têm diferentes interesses e
opiniões, e isso pode levar a um confronto político.

duas maneiras de resolver tal confronto: 1- pelo conflito pessoal; 2-
pelo diálogo consensual.
Pelo
conflito pessoal as ideias vão ficar num plano secundário e a
discussão vai partir para difamação pessoal, as vezes de maneira indireta na forma
de “fuxico” e de “fococa”. Além disso, o problema não
será rolvido e as tensões serão aumentadas.
Pelo
diálogo racional consensual, a crítica vai ser direcionada no plano
das ideias com argumentações lógico-racionais até que se chegue num
encaminhamento prático. Pode até haver confronto, mas das ideias e não das
pessoas. Entretanto, esse confronto, para ser democrático, deve ser
mediado obrigatoriamente e fundamentalmente através do diálogo
racional, que através do qual levará a uma contribuição, seja uma
solução ou um aprendizado.
Atire a
primeira pedra quem nunca se deixou levar pelo primeiro exemplo, o
que é um descaminho que nos afasta da democracia. Porém, a mesma
mão que ora apedrejou ao outro pode, juntamente com o outro,
fomentar a pedra fundamental do diálogo.
Democracia exige diálogo, diálogo exige maturidade,  esta por sua vez, exige
racionalidade. Portanto, já dialogou com as pessoas ao seu redor?
Discorda das opiniões, das administrações e das posturas políticas
no nosso país? Já procurou as pessoas responsáveis para dialogar
para através disso chegar a um encaminhamento?
 Se sua opção for o conflito pessoal, na democracia isso te faz um dos principal prejudicado. Se não direcionarmos buscarmos a pedra fundamental da democracia, toda a estrutura ficará comprometida e os todos escombros cairão sobre nós.
[email protected]

Graduado em Ciências Sociais pela UFPI, mestre em Educação pela UNIR e docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí.

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  1. António Jesus Batalha
    maio 06, 10:44 António Jesus Batalha

    Seu blog é encantador, estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes,mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu. Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário. Abraço fraterno.António.
    António.

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