O financiamento de campanha e sua relação com a corrupção

Quanto custa um parlamentar? O preço dos nossos políticos não se resume apenas ao salário e outras verbas que saem dos cofres públicos para o bolsos deles e o tão famigerado dinheiro da corrupção. 
Em 2010, os gastos totais com campanhas somaram 4,9 bilhões de reais (metade do nosso corte na educação). Na França, onde o financiamento privado de campanha é PROIBIDO, as campanhas para a presidência e o legislativo somaram 30 milhões de dólares em 2013. 
A eleição de um governador custa em média 23 milhões; um senador, 4,5 milhões; um deputado federal 1,1 milhão – sem contar o caixa dois e os repasses do fundo partidário que, segundo dados do próprio governo, já repassou 500 milhões para os partidos. 
O fundo partidário repassa dinheiro à todos os partidos, mas prioritariamente, aos partidos que tem mais cadeiras no Congresso. Ou seja, quem gasta pouco em eleições, ganha poucas cadeiras. Ainda sim, o fundo partidário só representa 25% dos recursos aplicados nas campanhas. 75% de todo o dinheiro gasto em campanhas políticas provém de pessoas jurídicas. 
O Instituto Kellog Brasil estima que para cada real gasto por uma grande empresa em campanhas políticas há um retorno de 8 reais em contratos em obras públicas. 
E, no fim, o nosso Congresso fecha o pano da tragédia e transforma a corrupção que isso representa em lei, aprovando o financiamento empresarial de campanha. 
Agora amigos, muito cuidado. Se você for manifestar-se contra isso você pode ser indiciado por terrorismo em razão das mudanças de tipificação penal desta matéria.
Fonte de dados: Revista Poli Nº 40
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Graduado em Ciências Sociais pela UFPI, mestre em Educação pela UNIR e docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí.

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