Algumas questões são importantes para compreendermos o que seriam “normas sociais”. O primeiro passo é compreender que trata-se de um fenômeno social que só existe em “comum acordo” entre os indivíduos de uma determinado grupo, por isso o adjetivo “social”. O segundo passo é compreender que sem elas seria impossível vivermos em sociedade.
A medida que o ser humano passou a viver em grupo foi necessário criar normas para que a convivência fosse possível. Essas normas são acordadas entre os indivíduos, em um primeiro momento, e aceitas pelos demais em um segundo momento. Ao nascermos, muitas das normas já estão postas e outras são construídas socialmente com ou sem nossa participação direta. Geralmente as normas sociais têm o objetivo de aperfeiçoar a convivência social e, consequentemente, a coesão entre os indivíduos do grupo. Para Emile Durkheim, a sociedade só existe devido as regras sociais que padronizam, se certa forma, as condutas dos indivíduos, estando à serviço da ordem e do bem comum. Já Karl Marx destaca que as normas sociais são criadas por aqueles que têm poder e com o objetivo de manter o status quo, em outros termos, as desigualdades existente entre os dominados e dominantes. Já Max Weber destaca que as normas sociais são fruto das ações e intencionalidade dos indivíduos. Enquanto Durkheim atesta que a sociedade determina as normas ao indivíduos, Weber afirma o aposto, pauta-se numa visão liberal, onde o indivíduo determina a sociedade.
As normas podem ser explícitas ou implícitas. As normas consideradas explícitas são aquelas que estão inscritas nas regras jurídicas. As normas implícitas não estão inscritas como legislação jurídica, mas são seguidas/observadas pelo grupo, tendo também sansões (físicas, psicológicas ou sociais) em caso de não observância. Usando o futebol como exemplo, temos a pênalti como norma explícita e o fair play como exemplo de norma implícita.
Na música “O que acontece na balada” é possível observarmos que há um grupo que só existe como tal devida a sua norma: o uso sigilo. Trata-se de uma norma implícita compartilhada entre os “baladeiros”. Segue a música:
Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Centro de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Pesquisador do tema "ensino de Sociologia". Autor de livros e artigos científicos.
O blog foi criado por Cristiano Bodart em 27 de fevereiro de 2009. Inicialmente tratava-se de uma espécie de “espaço virtual” para guardar materiais de suas aulas. Na ocasião lecionava em uma escola de ensino público no Estado do Espírito Santo. Em 2012 o Roniel Sampaio Silva, na ocasião do seu ingresso no Instituto Federal, tornou-se administrador do blog e desde então o projeto é mantido pela dupla.
O blog é uma das referências na temática de ensino de Sociologia, sendo acessado também por leitores de outras áreas. Há vários materiais didáticos disponíveis: textos, provas, dinâmicas, podcasts, vídeos, dicas de filme e muito mais.
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Adorei o exemplo da música: “O que acontece na balada.”