Dez temas mais polêmicos para debater em sala

Dez temas mais polêmicos para debater em sala

Levantamos a sugestão de dez temas polêmicos para debater em sala de aula

 

As aulas tornam-se muito mais dinâmicas quando os alunos participam de maneira mais interativa e os temas tornam-se mais interessantes quando se relacionam a um momento de confronto prático de ideias. No entanto, é necessário que o professor seja muito cuidadoso na escolha e planejamento dos temas.  Segue nossa sugestão de estrutura de plano de aula para abordar temas polêmicos.

 

 

 

 

 

 

Público alvo:

Alunos do Ensino Médio

Duração das atividades:

04 horas aula para cada tema.

Objetivos gerais:

Conhecer as múltiplas dimensões de um problema e abordá-lo de forma crítica.

Materiais necessários:

– Cartolina

– Quadro

– Pincel

– Relógio ou cronometro

Metodologia:

1º Momento

O professor deve apresentar o tema de maneira preliminar, mostrando os principais argumentos contrários e favoráveis a uma ideia.  É importante que o professor faça o papel de mediador e evite evidenciar suas preferências para não interferir no desenvolvimento crítico dos alunos. Neste momento, os alunos devem conhecer o tema de maneira preliminar de modo que na aula seguinte escolham qual ideia se afinar. Ressalte que os alunos devem se afinar com as ideias apenas depois que conhecer bem os dois principais posicionamentos.

O professor deve explanar os principais pontos de vista dos dois principais posicionamentos e distribuir referência de textos e vídeos para que os alunos se preparem. É ideal que o professor explique as principais falácias e cole um painel com as principais delas no quadro no dia do debate, no caso o 2º momento.

 

2º Momento

Após o professor ter distribuído as referências de temas é necessário estipular claramente as regras de debate e dizer, deixar claro que o principal objetivo da atividade é que todos aprendam a enxergar as múltiplas dimensões dos problemas, não exatamente defender um ponto de vista. O docente deve escrever no quadro as regras para evitar tumultos.

 

Regras:


1- O professor será o mediador do debate;

2- A sala será dividida em dois grupos de estudantes. De um lado os que são a favor da ideia, do outro os que são contra.

3- Ninguém deve sobrepujar a fala do outro, exceto o mediador. Alunos que não respeitarem essa regra terão sua nota reduzida.

4- Haverá duas rodadas. A primeira rodada de argumentos e a segunda rodada de perguntas. Os dois grupos, a favor e contra terão as mesmas quantidade de perguntas e argumentos.

5- Cada fala terá tempo máximo estipulado. Máximo de 3 minutos para o argumento, 2 minutos pare réplica e um minuto para tréplica.

6- A segunda rodada é a de perguntas. O professor vai sortear perguntas para o grupo “a favor” e contra. A pergunta terá resposta de 3 minutos, réplica de 2 minutos e tréplica de 1 minuto.

6-  O grupo terá um porta voz que falará em nome do grupo “a favor”, “contra”. Esses dois representantes devem ser escolhidos pela turma.

7- A qualquer momento os alunos podem “mudar de lado” sem nenhum tipo de penalidade. Exceto os que aceitaram ser porta-vozes das duas ideias antagônicas.

Avaliação:

Faça uma avaliação levando em conta os argumentos dos dois lados e como esses argumentos encontram fundamentação teórica no assunto o qual está sendo abordado.

 

Roniel Sampaio Silva

Mestre em Educação e Graduado em Ciências Sociais. Professor do Programa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – Campus Floriano. Dedica-se a pesquisas sobre condições de trabalho docente e desenvolve projetos relacionados ao desenvolvimento de tecnologias.

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  1. Roosevelt Fernandes
    maio 25, 19:11 Roosevelt Fernandes

    MUDANÇAS CLIMÁTICAS – ORIGENS E EFEITOS
    O QUE A SOCIEDADE CAPIXABA PENSA SOBRE O ASSUNTO

    Em pesquisa realizada – única até hoje no Estado – pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental e Social / NEPAS, grupo sem fins lucrativos, que poderá ser acessada na íntegra via http://www.nepas.com.br , foi avaliado o perfil da percepção ambiental da sociedade na Região da Grande Vitória (Vitória, Cariacica, Serra e Vila Velha), tendo como base 960 entrevistas, com um erro associado de mais ou menos 3%.
    Apesar da temática “Mudanças Climáticas” ser do pleno interesse da sociedade, com requerimentos protocolizados junto aos Conselhos Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA) e Estadual de Recursos Hídricos (CERH), por entidades da sociedade civil com assento nestes Conselhos (Junho de 2018 e Abril de 2019), até hoje, de forma inexplicável, nada foi feito por parte dos gestores ambientais no que se refere a convocação de reunião conjunta dos Conselhos para analisar e propor ações (corretivas e preventivas) que possam balizar a ação do Poder Público.
    Merece destaque o fato de que o Fórum Capixaba de Mudanças Climáticas, criado pelo próprio Poder Público, foi desativado, também por razões desconhecidas, há alguns anos.
    Quanto a pesquisa, entre outros questionamentos, foi perguntado aos entrevistados se conheciam o termo “Mudanças Climáticas”, obtendo-se respostas afirmativas em percentual que oscilou entre 18 e 23%. Para “Efeito Estufa” oscilou entre 1 e 2%, “Aquecimento Global” 17 e 22% e para “Desenvolvimento Sustentável” entre 11 e 20%, o que evidência a distância entre a sociedade e os conceitos básicos do conteúdo da pesquisa, ou seja, a necessidade de estruturar e implantar ações / programas de Educação Ambiental que cubram tais objetivos.
    Foi pesquisada a causa das Mudanças Climáticas, observando-se a seguinte resposta: “devido a atividade humana” (entre 15 e 19%), questionando-se também se o Aquecimento Global (causa das Mudanças Climática seria, na visão da sociedade, um problema sério , sendo que apenas 3 a 8% dos entrevistados confirmaram o fato, o que é um fato realmente preocupante.
    A ação do Poder Público foi avaliada em termos de assegurar condições para a minimização do processo de Mudanças Climáticas, sendo, por 10 a 13% dos entrevistados, consideraram como uma ação fraca e, 7 e 8%, como muito fraca.
    Questionados se as instituições de ensino superior (públicas e privadas) estão preparando adequadamente os profissionais que deixam as faculdades de modo a poder enfrentar o tema Mudanças Climáticas, apenas 4 a 8% indicaram que sim.
    Consultados se conheciam alguma organização não governamental (ONG) que atuasse na região onde mora, 21 a 23% disseram que não, além de acusar um reduzido acesso a sites ligados à temática ambiental (0,5 e 2% disseram que sim).
    Perguntados se teriam interesse em ter maiores informações sobre o tema Mudanças Climáticas, foi observado respostas entre 5 e 8%. Quanto a Aquecimento Global as respostas oscilaram entre 9 e 11% e em relação a Efeito Estufa, 4 a 5%.
    Questionados se a sociedade teria poder para exigir ações do Poder Público em relação as Mudanças Climáticas, 9 a 14% indicaram que a sociedade tem pouco poder, mas que deveria lutar para reverter esta situação, o que enfatiza ainda mais a importância da discussão do assunto no âmbito dos Conselhos.
    Visando entender como a sociedade percebe os efeitos decorrentes das Mudanças Climáticas, foram observadas as seguintes respostas: “aparecimento de efeitos climáticos extremos” (8 a 15%), “elevação do nível dos mares” (11 a 17%), “derretimento das geleiras” (12 a 19%), “redução na disponibilidade de água” (4 a 12%), “desertificação” (7 a 14%), “efeitos na agricultura” (2 a 11%) e “efeitos sobre a saúde da população” (4 a 12%), contexto que caracteriza uma visão muito limitada da problemática das Mudanças Climáticas.
    Consultados se participaram de alguma palestra / evento sobre o assunto, apenas 17 a 21% indicaram que sim.
    Concluindo, a nosso ver, fica evidente que a inserção do tema na pauta dos Conselhos, com a urgência que se faz necessário, é uma ação inadiável.

    Roosevelt Fernandes
    Membro do CONSEMA e do CERH
    [email protected]

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