10 pontos para entender o conceito “Tipo Ideal”, de Max Weber

10 pontos para entender o conceito “Tipo Ideal”, de Max Weber

Tipo ideal de Max Weber

Por Cristiano das Neves Bodart

Cristiano Bodart, doutor em Sociologia (USP).

As vezes compreender um conceito sociológico não é uma tarefa fácil. Quase sempre é necessário entender elementos que não estão presente em uma definição. Pensando nisso, destacamos 10 pontos que são necessários para compreender o conceito de Tipo Ideal, cunhado por Max Weber.

 

 

 

 

  1. O conceito foi criado para designar um método proposto por Weber para estudar os fenômenos culturais;
  2. Criado para dar conta de um embate teórico-metodológico em torno da indefinição de um método para estudar os fenômenos culturais (generalizante ou particularizante? Explicativo ou compreensivo? Objetividade ou subjetividade?);
  3. Tem influência kantiana, por isso carrega adjetivo “ideal” (tipo ideal);
  4. Trata-se de uma construção mental, não existindo em sua forma pura na realidade, por isso o adjetivo “Puro”(Tipos Ideais Puros);
  5. O tipo ideal é sempre um recorte a ser pesquisado, por isso trata-se de um construção mental acentuada lateralmente;
  6. Embora seja um construto mental do pesquisador, não é arbitrário, totalmente subjetivo e pessoal;
  7. O tipo ideal possui função compreensiva/comparativa (individualizante) ou  explicativa (generalizante);
  8. É por meio da construção de um tipo ideal que o pesquisador organiza mentalmente a realidade de forma lógica, sem pretensão de traduzir com exatidão a estrutura do mundo social;
  9. Para a criação de um tipo ideal o pesquisador realiza seleções de características que dará “corpo” e inteligibilidade ao fenômeno estudado de acordo com seus interesses de estudo;
  10. O tipo ideal por ser um instrumento metodológico é mobilizado em toda a obra de Weber, seja buscando compreender particularidades ou em suas historicizações comparativas que realizou.

A seguir apresentamos um esquema de questões que envolvem o conceito de tipo ideal puro:

 

Referências

BODART, Cristiano das Neves. Tipo Ideal de Max Weber. Blog Café com Sociologia. 2010. Disponível em: <https://cafecomsociologia.com/tipo-ideal-de-max-weber/>. Acesso em: ago. 2018.

QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia de. Um toque de clássicos: marx, durkheim e weber. 2. ed., rev. e ampl Belo Horizonte, MG: Ed. UFMG, 2002.

SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica: Marx, Durkheim e Weber.Petrópolis.RJ: Ed.Vozes,2009.

WEBER, Max. A objetividade do conhecimento nas ciências sociais. In: COHN, Gabriel (Org.). FERNANDES, Florestan (Coord.). Weber – Sociologia. Coleção Grandes Cientistas Sociais, 13. São Paulo: Ática, 1999, p. 79-127.

 

 

Como citar este texto:

BODART, Cristiano das Neves. 10 coisas para entender o Tipo Ideal de Max Weber. Blog Café com Sociologia. 2016. Disponível em: <https://cafecomsociologia.com/tipoideal4/>. Acessado em: dia, mês, ano.

 

 

 

 

Cristiano Bodart

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Docente do Centro de Educação da Ufal.

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  1. Pedro
    setembro 16, 12:28 Pedro

    Por que vocês apagam o histórico das conversas, diálogos, interações sociais, do site? É um acúmulo interessante de se manter, foi uma postura pouco afim à postura sociológica. Além do mais, foi ruim ter o nosso debate acadêmico interrompido dessa forma. Admiro muito o site, mas essa atitude me fez ficar um pouco decepcionado com a proposta. Espero que tenha uma razão plausível para tanto e ter me equivocado. Atenciosamente, Pedro.

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