Retire o preconceito de sua língua

Retire o preconceito de sua língua

Preconceito

Retire o preconceito de sua língua

Por Cristiano das Neves Bodart

Que tal trabalhar a temática preconceito de forma a conscientizar seus alunos?

A sugestão a seguir busca indicar uma estratégias didática-pedagógicas para promover um momento de reflexão em tono da presença de preconceito em nossa língua, bem como descontruir e reconstruir significados.

Primeiro inicie a aula questionando aos alunos de que forma o preconceito está presente e onde e como se manifesta. A ideia é chegar a presença de preconceitos na língua portuguesa manifestos no cotidiano.

Conduza os alunos para o laboratório de informática e oriente-os que busquem os significados nos dicionários online de um conjunto de palavras. Feito essa busca de significados, promova uma roda de conversa a fim de observar se os alunos não capazes de identificar o preconceito presente nessas palavras. Por fim, peça que eles indiquem outras palavras que não foram pesquisadas.

  • Baiano
  • Caipira
  • Ceguinho
  • Cigano
  • Crioulo
  • Denegrir
  • Judeu
  • Macaco
  • Mercado negro
  • Mulata
  • Mulherzinha
  • Negro
  • Traveco (eco, sufixo que denota sentido pejorativo)
  • Turco
  • Vadia
  • Veado

Feito o levantamento dos significados pejorativos dos verbetes, peça que eles criem novos verbetes, com as mesmas palavras, sem que as mesmas estejam carregadas de preconceitos.

O professor pode substituir a internet por dicionários impressos ou solicitar que os alunos baixem previamente em seus celulares aplicativos de dicionários.

A atividade pode ser realizada também com expressões, contudo, seus sentidos pejorativos deverão ser de conhecimento do professor e/ou dos alunos.

Algumas expressões que podem ser trabalhadas com os alunos:

  • Coisa de preto
  • Inveja branca
  • Ter um pé na cozinha
  • A coisa tá preta
  • Não sou tuas negas
  • Cabelo ruim
  • Cor do pecado
Cristiano Bodart

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Docente do Centro de Educação da Ufal.

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