O que Chico de Oliveira fez com o diploma de sociólogo? Uma breve biografia-homenagem

O que Chico de Oliveira fez com o diploma de sociólogo? Uma breve biografia-homenagem

Por Cristiano das Neves Bodart

Originalmente publicado na Revista Café com Sociologia, v.8, n.1, pp. 6-13, jan./jul., 2019 | ISSN: 2317-0352

 

Caricatura de Toni D’Agostinho

O nordestino Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, nasceu na cidade do Recife no dia 07 de novembro de 1933. Filho dos católicos José Santana de Oliveira, comerciante, e Jovina Cavalcanti de Oliveira, dona-de-casa, teve dez irmãos, sendo o sexto filho do casal (MENDES, 2015). Seu nome é resultado de inspiração religiosa, mais especificamente no santo São Francisco de Assis. Oliveira foi católico até seus 16 dezesseis anos, quando ingressou na universidade (OLIVEIRA, 2007).

Chico de Oliveira começou a trabalhar junto ao seu pai aos 14 anos, desempenhando a função de ajudante na farmácia da família que se localizava na região Porto do Recife. Devido à crise nas importações, causada pela II Guerra Mundial, o negócio da família foi à falência (OLIVEIRA, 2007).

Chico de Oliveira cursou Ciências Sociais entre os anos de 1952 e 1956 na Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco. Em entrevista a Ruy Braga, afirmou: “Fiz um curso de Ciências Sociais na minha universidade que não me deu muita sociologia, mas me deu o socialismo, o que foi uma troca extremamente proveitosa para mim”. Foi justamente o socialismo que guiou sua trajetória de militante e intelectual. Destacou Schwarcz (1992) que “em várias ocasiões Chico acertou na análise quase sozinho, sustentando posições e argumentos contrários à voz corrente na esquerda”. A formação com “pouca sociologia” estava inserida em um contexto marcado por um curso onde,

[…] praticamente, todos ou quase todos os professores de Ciências Sociais e Econômicas da UR [Universidade do Recife] não passavam de egressos da Faculdade de Direito que, em termos de Sociologia e Economia, se aproveitaram de poucas disciplinas um tanto quanto desprestigiadas em Direito e de um certo autodidatismo quase que inteiramente conduzido pelas suas nomeações como catedráticos interinos, quando da incorporação daquelas especialidades à UR (PERRUCI, 1986, p. 513).

A despeito da formação intelectual – tida por ele como deficiente – , foi no curso de Ciências Sociais que Chico de Oliveira teve sua primeira experiência em movimentos coletivos, ingressando em um pequeno grupo estudantil, o Movimento Socialista Estudantil de Pernambuco, de origem católica (MENDES, 2015).

Trabalhou como bancário dos 14 aos 21 anos, tendo atuado como técnico do Banco do Nordeste. Cursando, na época, a graduação, acreditava que pouco ou nada se poderia com um diploma de Ciências Sociais da Faculdade do Recife.

Estava no 3º ano de Ciências Sociais e morava com meus pais. Estudava e trabalhava no Banco do Nordeste. Fui bancário dos 14 aos 21 [anos]. Quando entrei no Banco do Nordeste me dei por satisfeito. Parecia uma carreira sólida. Tínhamos seis horas de trabalho, do meio-dia às 18 horas. Estudava à noite e lia o que dava pela manhã. Não era dramático estudar e trabalhar. Dava para conciliar. Na época, meu futuro não era claro para mim.O que poderia fazer com o diploma de sociólogo no Recife? (grifo nosso)[1]

Aos 21 anos de idade, Francisco de Oliveira não tinha certeza de seu futuro, sobretudo o que se poderia realizar com um diploma de Ciências Sociais. Sua trajetória responderia sua pergunta.

Suas incertezas começam a se dissipar quando, junto ao Celso Furtado, conseguiu uma vaga para atuar na Sudene (1959 – 1964). Para ele:

Foi a melhor experiência pessoal que tive. Trabalhar no olho do furacão. Porque estava no Nordeste, eram as Ligas Camponesas de um lado, o diabo-a-quatro de outro, a pressão sobre a SUDENE era violentíssima. A gente estava no meio de quatro ou cinco fogos, não era apenas um lado. Tinha a Liga Camponesa de um lado e a Igreja Católica, que era muito ativa, do outro. E um movimento estudantil muito forte. A burguesia açucareira – que estava querendo retomar o tempo perdido – foi importante, os latifundiários. O Partido Comunista era forte, com um pé atrás: desconfiava do Celso [Furtado], mas apoiava. Então era um pau só. (OLIVEIRA, 2007).

Sua entrada na Sudene deu-se, em grande medida, pelo currículo que possuía: graduado em Ciências Sociais, com experiência em órgãos de desenvolvimento regional, e com cursos de especialização em economia ofertado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL). Ali, Chico de Oliveira começou a ver utilidade no curso de Ciências Sociais. Eram seus primeiros passos como sociólogo e começava a pensar questões importantes para o Brasil, em especial para o Nordeste. Seu encontro com Celso Furtado foi narrado por ele da seguinte maneira:

Eu pedi uma entrevista com ele [Furtado], que me recebeu. ―O que queria?. Eu disse que tinha sabido disso [da criação da SUDENE] e que estava disposto a trabalhar. ―O que você faz?―Eu faço isso e tal, fiz o curso da CEPAL, fui bem sucedido, tive notas tais e tais‖. Não se comoveu, estava impassível. […] Disse ele então: ―está bem, vai falar com José Medeiros. Era o futuro chefe de pessoal, eu estava contratado! […] Eu, besta, assim, nunca consegui emprego tão fácil (OLIVEIRA citado em PERRUSO, 2013, p. 182).

Após sua experiência na Sudene, Oliveira pensou, após breve conversa com Florestan Fernandes, em cursar o mestrado na USP, tomando por objeto de estudo essa instituição. Contudo, seu projeto se perdeu nas mãos de um amigo, Gabriel Bolaffi. Em 2012, em entrevista a Ridenti e Mendes (p. 602), reconheceu que foi melhor não ter feito a pesquisa naquele momento. Segundo ele “[…] foi melhor, vendo em retrospectiva. Eu ia fazer uma coisa muito furtadiana. Eu não tinha ainda o afastamento suficiente”. Tal projeto foi retomado anos depois, em 1977, por meio de um estudo intitulado “Elegia Para Uma Re(li)gião” (publicado como livro em 1987 pela editora Paz e Terra e reeditado em 2008 pela Boitempo), que se tornaria sua obra mais importante sobre o planejamento regional no Brasil. Nela, deixou registrado ser resultante de sua paixão:

Este trabalho foi escrito sob o signo da paixão: paixão de Orieta, do Nordeste, paixão dos operários, trabalhadores e camponeses do Nordeste. Paixão no mais amplo e estrito sentido. Paixão no sentido de Gramsci: o de colocar-se em uma posição e, mediante essa colocação e por causa dela, tentar entender uma tragédia. O processo social que se procura entender não é um objeto de investigação: é uma causa, uma paixão. Esse posicionamento causará arrepios e um dar de ombros por parte de muitos: é uma obra engajada, que não é, portanto, residência da ciência. Haveria uma multidão de argumentos teóricos para replicar, mas prefiro não seguir esse caminho. Não indaguei, pois, do surgimento da paixão: apaixonei-me apenas; e entrei na corrente, deixei o barco correr (OLIVEIRA, 2008, p. 125).

Após o golpe de 1964, ficou preso por dois meses. Só não foi torturado por conta da intervenção de um de seus irmãos, que era capitão da polícia. Posteriormente, deixou a cidade do Recife e “exilou-se” no Rio de Janeiro por um curto espaço de tempo, tendo ficado ali de forma provisória, sem emprego e fazendo bicos (RIDENTI; MENDES, 2012). Contudo, Oliveira não se afastou do pensamento de esquerda, antes passou no Rio a se reunir com um grupo coordenado por Ênio Silveira, composto majoritariamente por integrantes do Partido Comunista Brasileiro. Nesse período, escreveu um artigo para a primeira edição da Revista Civilização Brasileira, cujo escopo foi uma oposição ao regime militar e ao governo Castello Branco (RIDENTI; MENDES, 2012).

Após perder seu emprego na Sudene e ser preso, Oliveira – graças à rede que havia construído naquela instituição – buscando sua subsistência trabalhou no Chile, na Guatemala e no México, além de atuar em empresas privadas. Foi um período de muitas incertezas. Já aos 36 anos, em 1970, foi convidado para atuar no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, trabalhando ali até 1983. No Cebrap, Oliveira ficou a cargo de problematizar e pensar o planejamento regional, enquanto que Octavio Ianni o planejamento nacional (RIDENTI; MENDES, 2012). Dez anos depois, retornava para esse centro de pesquisa como presidente (1993-1995). O Cebrap teve um impacto significativo no pensamento de Oliveira, chegando a afirmar ter sido um divisor de águas em sua trajetória intelectual. Em 2012, em entrevista, afirmou a esse respeito: “Eu acho que foi a grande aquisição que tive nos anos 1970” (RIDENTI; MENDES, 2012). Em nota de rodapé, no seu ensaio “A economia brasileira: crítica a razão dualista”, assim deixou registrado:

Este ensaio foi escrito como uma tentativa de resposta às indagações de caráter interdisciplinar que se formulam ao Cebrap, acerca do processo de expansão socioeconômica do capitalismo no Brasil. Beneficia-se, dessa maneira, do peculiar clima de discussão intelectual que é apanágio do Cebrap […] (OLIVEIRA, 1972).

Chico de Oliveira levou ao Cebrap a experiência de vida socialista, marcada por atuações junto à classe operária do Recife. Para ele, seus colegas do Cebrap ainda conheciam, no início, pouco o Brasil real, embora dotados de um marxismo acadêmico de bom nível (RIDENTI; MENDES, 2012).

No Cebrap atuou como bolsista, recurso originário da Ford. Segundo ele, “o dinheiro vinha via Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. Cândido Mendes transferia para o Cebrap. Era uma operação arriscada. A ditadura sabia” (RIDENTI; MENDES, 2012, p. 603). Sua relação com a ditadura foi bastante conflituosa. Sua prisão em 1964 não se constituiu na única repressão às suas ideias e ações. Em 1974, foi novamente preso pelos militares, acusado de participar de um grupo de leitura de “O Capital”, de Karl Max. Ficou preso por dois meses no DOI-CODI, em São Paulo, onde foi torturado.

Nos anos de 1980, engajou-se politicamente nos movimentos de base, tendo sido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), tendo integrado a 1ª Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro – fundação de apoio partidária instituída pelo PT em 1981, antecessora da Fundação Perseu Abramo.

Em 1980, Francisco de Oliveira entrou para o quadro de professores do curso de pós-graduação em Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e logo depois migrou para a Universidade de São Paulo, fundando, em 1995, junto com diversos outros professores[2], o Núcleo de Estudos dos Direitos da Cidadania (NEDIC), que em 2000 passou a ser denominado Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic) da Universidade de São Paulo (USP). Chico de Oliveira chegou a desempenhar a função de coordenador-executivo do Cenedic, permanecendo como integrante/pesquisador até sua morte.

Entre 1986 a 1990 Chico de Oliveira atuou no Comitê de Avaliação do Concurso para Dotações para Pesquisa da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa e Ciências Sociais (ANPOCS).

Chico de Oliveira atuou cerca de 24 anos como professor de Sociologia do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ministrou diversas disciplinas, tais como “Estrutura de Classes”, “Estrutura de Classes e Estratificação Social”, “Introdução às Ciências Sociais” e “Classes médias e Capitalismo Contemporâneo”, destacando-se como um dos mais importantes sociólogos brasileiros e autor de vasta obra, sobressaindo “A economia da dependência imperfeita”, “Os direitos do antivalor”, “A noiva da revolução/Elegia para uma re(li)gião”, “O elo perdido”, “Crítica a razão dualista/O ornitorrinco”, “A navegação venturas: ensaios sobre Celso Furtado” “Hegemonia ao avesso” e “O avesso do avesso”.

Ainda que Chico de Oliveira tivesse trabalhado com Fernando Henrique, e suas críticas a seu pensamento eram relativamente pontuais, foi bastante incisivo nas censuras às práticas neoliberais de FHC enquanto presidente da República e sua associação aos grupos oligárquicos mais reacionários da política brasileira. Para ele, “[…] o sociólogo Fernando Henrique não podia nunca ter abdicado dos princípios que o guiavam enquanto sociólogo (OLIVEIRA, 1996, p. 14)”.

Sua divergência política também se estendeu ao ex-presidente Lula, que, segundo sua interpretação, deu continuidade ao projeto privatista de FHC. Por isso, em 2003, por acreditar que Lula dava continuidade às práticas neoliberais do seu antecessor, deixou o Partido dos Trabalhadores, filiando-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

No ano de 2004 teve sua obra “Crítica à razão dualista/O ornitorrinco”[3]reconhecida na categoria Ciências Humanas com o prêmio Jabuti. Em prefácio a essa obra, Schwarcz (2003) escreveu:

Ora, na esteira do próprio Marx, os argumentos de Francisco de Oliveira estão sempre mostrando que nada ocorre sem a intervenção da consciência; porém… Presente em tudo, mas enfeitiçada pelo interesse econômico, esta funciona naturalmente e sustenta o descalabro a que ela poderia se contrapor, caso crescesse e mutasse.

Segundo o próprio Chico de Oliveira, sua obra buscava revisar o modo de pensar a economia brasileira que tomou novos rumos com o processo de industrialização a partir dos anos de 1930. Oliveira denuncia a dicotomia existente entre modernidade e atraso, contudo destacando ser esta uma característica constitutiva do Brasil, uma espécie de “ornitorrinco”.

Em 2006 lhe foi concedido o título de doutor por notório saber pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1992), consagrando o sociólogo que já marcava profundamente as Ciências Sociais brasileiras.

Em 2013, foi o homenageado do IV Curso Livre Marx-Engels, organizado pela editora Boitempo e pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Tratava-se de uma homenagem a um sociólogo que soube o que fazer com seu diploma.

Sua última obra foi “Brasil: uma biografia não autorizada”, na qual compilou sua visão do país. Nela, deixou registrado uma descrição síntese que merece, como toda a obra, destaque:

Desde logo, eis os elementos do truncamento que alimentou a autoironia dos brasileiros, às vezes cáustica, mas baseada em fatos: uma independência urdida pelos liberais, que se fez mantendo a família real no poder e se transformou imediatamente numa regressão quase tiranicida; um segundo imperador que passou à história como sábio e não deixou palavra escrita, salvo cartas de amor um tanto pífias; uma abolição pacífica, que rói as entranhas da monarquia; uma república feita por militares conservadores, mais autocratas que o próprio imperador (OLIVEIRA, 2018).

Schwarcz escreveu, em 1992, num artigo a respeito de Chico de Oliveira afirmando que:

O marxismo aguça o senso de realidade de alguns, e embota o de outros. Chico evidentemente pertence com muito brilho ao primeiro grupo. Nunca a terminologia do período histórico anterior, nem da luta de classes, do capital ou do socialismo lhe serve para reduzir a certezas velhas as observações novas. Pelo contrário, a tônica de seu esforço está em conceber as redefinições impostas pelo processo em curso, que é preciso adivinhar e descrever. […] os meninos vendendo alho e flanela nos semáforos não são a prova do atraso do país, mas de sua forma atroz de modernização. […]Algo análogo vale para as escleroses regionais, cuja explicação não está no imobilismo dos tradicionalistas, mas na incapacidade paulista para forjar uma hegemonia modernizadora aceitável em âmbito nacional. Chico é um mestre da dialética[4].

Retomamos a pergunta de Chico de Oliveira, aos seus 21 anos de idade: o que poderia fazer com o diploma de sociólogo no Recife? Chico de Oliveira interpretou o Brasil como poucos, contribuindo com ações e reflexões impactantes. Autor da metáfora “ornitorrinco”, que faz alusão ao Brasil arcaico e moderno, tornou-se um dos mais importantes sociólogos brasileiros e um militante que em muito influenciou a esquerda nacional. O nordestino Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira entrou no rol da História da Sociologia brasileira, deixando interpretações do Brasil, destacando o caráter de sua modernização.

Chico de Oliveira faleceu numa quarta-feira, em sua residência localizada em São Paulo, em 10 de julho de 2019, aos 85 anos, vítima de pneumonia. Seu corpo, como não poderia ser diferente, foi velado no salão nobre da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP), ato simbólico e digno do ilustre e grandioso sociólogo.

Referências

FOLHA DE SÃO PAULO. O sociólogo Francisco de Oliveira fala o que queria saber aos 21 anos.23/11/2009.

MENDES, Flávio da Silva. O ovo do ornitorrinco:a trajetória de Francisco de Oliveira. Tese de Doutorado. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 2015. 

OLIVEIRA, Francisco de. A economia Brasileira: crítica a razão dualista.Estudos Cebrap, n.2, 1972.

OLIVEIRA, Francisco de. A noiva da revolução / Elegia para uma re(li)gião. São Paulo: Boitempo, 2008.

OLIVEIRA, Francisco de. Entrevista à Chico de Oliveira. Entrevista realizada por JINKINGS,et al,. Margem Esquerda. 2007.

OLIVEIRA, Francisco de. Entrevista Chico de Oliveira. Entrevistador: Marcos Cripa. Revista Adusp. Maio de 1996. 

PERRUSO, Marco de Antonio. Uma trajetória dissonante: Francisco de Oliveira, a SUDENE e o CEBRAP. Caderno CRH. Salvador, v. 26, 67, p. 179-192, Jan./Abr. 2013.

PERRUCI, Gadiel. Um projeto oligárquico-liberal de universidade. (Notas para uma História da UFPE).Cadernos de Estudos Sociais, 2, pp. 505-520. 1986.

RIDENTI, Marcelo Siqueira; MENDES, Flávio da Silva. Do dualismo ao ornitorrinco: entrevista com Francisco de Oliveira. Caderno CRH, Salvador, v. 25, 66, p. 601-622, Set./Dez. 2012. 

Notas:

[1]O sociólogo Francisco de Oliveira fala o que queria saber aos 21 anos. O Estado de São Paulo, 23/11/2009.

[2]Do Departamento de Sociologia da FFLCH, os Professores Francisco de Oliveira, Maria Celia Paoli, Leonardo Mello e Silva e Vera da Silva Telles; do Departamento de Arquitetura da EESC/USP, a Professora Cibele Saliba Rizek; da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP, a Professora Ana Amélia da Silva; dos Departamentos de Sociologia e de História da Unicamp, o Professor Laymert Garcia dos Santos; o Professor Carlos Alberto Bello e; e Silva Professor do Departamento de Sociologia da UNIFESP.

[3]A obra foi publicada como um ensaio, em 1972, com o título “A economia brasileira: crítica à razão dualista”, tornando-se livro no ano de 1981, lançado pela Vozes. Em 2003 foi reeditado pela Boitempo, sob o título de “Crítica à razão dualista”, sendo acrescido ao texto original o ensaio “O ornitorrinco”, também de sua autoria.

[4]Artigo-homenagem de 1992, escrito por ocasião do concurso de Francisco de Oliveira para professor titular da USP que compôs o prefácio da Obra “Crítica à razão dualista/O ornitorrinco” republicada em 2003 pela Boitempo.

Cristiano Bodart

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Docente do Centro de Educação da Ufal.

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