| Errata: ao invés de “espaciais”, ler-se “especiais”. |
Dia das Mulheres
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Cristiano Bodart
Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Centro de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Pesquisador do tema "ensino de Sociologia". Autor de livros e artigos científicos.
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História do Café com Sociologia
O Site foi criado por Cristiano Bodart em 27 de fevereiro de 2009. Inicialmente, funcionava como um espaço virtual destinado ao armazenamento e compartilhamento de materiais utilizados em suas aulas, quando lecionava na rede pública de ensino do Estado do Espírito Santo. Em 2012, Roniel Sampaio Silva, por ocasião de seu ingresso no Instituto Federal, passou a integrar a administração do blog. Desde então, o projeto é desenvolvido e mantido em parceria pelos dois pesquisadores.
Ao longo de sua trajetória, o blog consolidou-se como uma das principais referências nacionais na área de ensino de Sociologia, sendo amplamente consultado por professores, estudantes, pesquisadores e leitores de diferentes áreas do conhecimento. O portal reúne uma extensa coleção de materiais didáticos, incluindo artigos, planos de aula, avaliações, dinâmicas pedagógicas, podcasts, vídeos, indicações de filmes e diversos outros recursos voltados à educação.
Em 2019, o blog ultrapassou a marca de 9 milhões de acessos, evidenciando seu alcance e relevância no cenário educacional brasileiro.
O trabalho desenvolvido pelo blog foi reconhecido nacionalmente, tendo sido premiado na 7ª edição do Prêmio Professores do Brasil. Atualmente, o projeto reúne centenas de milhares de seguidores nas redes sociais e mantém uma comunidade de leitores que acompanha regularmente suas publicações.
Seguimos comprometidos com a missão de produzir e divulgar conteúdos de qualidade, contribuindo para tornar os conhecimentos das Ciências Sociais cada vez mais acessíveis, relevantes e úteis para a formação crítica de estudantes, educadores e da sociedade em geral.
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Pelo menos neste dia um grande número de pessoas estão atentas e abertas a receber/fazer este tipo de reflexão o que não ocorre no dia-a-dia.
Olá Cristiano…
Escrevo para responder de maneira bem sucinta as suas colocações.
O Dia da Mulher, como em muitos meios é veiculado na atualidade, realmente é uma expressão machista da sociedade. Propagandas que dizem coisas como: "Mulher, você que é mãe, cozinheira, empresária, designer, cabeleireira, administradora, dona de casa, esposa, agricultora, motorista…….." – Realmente reafirma ainda mais os "deveres" da mulher impostos.
No entanto, não podemos nos ater exclusivamente ao que a mídia burguesa, os partidos burgueses, as empresas colocam em seus discursos e propagandas. O Dia da Mulher é sim um dia importante para a luta das mulheres por direitos e por uma transformação profunda.
Infelizmente, os oprimidos em nossa sociedade necessitam lutar por espaços como esses para conseguir construir de forma mais efetiva sua luta. Se rejeitarmos o Dia da Mulher como uma conquista do movimento feminista que os opressores tentam distorcer, rejeitamos automaticamente diversas outras vitórias de oprimidos – a exemplo, as cotas para afrodescendentes nas universidades.
Vitórias históricas dos movimentos não podem ser tratadas de forma leviana. Por mais que a distorção dos opressores em relação aos ganhos dos oprimidos seja sempre intensa… é necessário que busquemos as respostas dos movimentos à essas distorções – não ficando assim reféns, mais uma vez, de quem nos oprime.