Neoliberalismo nos olhos dos outros é refresco

O Neoliberalismo, ao menos aparentemente, é uma tendência global. Este fenômeno (no Brasil), que têm suas raízes no governo Collor, nos tem feito colher seus amargos frutos. Somado a essa tendência daninha, adquirimos um parasita denominado política de superávit primário que, quanto mais cresce, sufoca o desenvolvimento social.
A teoria neoliberal enfatiza a importância do Estado mínimo para o desenvolvimento econômico, a abertura comercial, as privatizações e a busca de um superávit primário. Esse tem sido o caminho escolhido pelo Brasil, que por sinal é aplaudido pelos rentistas, em especial, nas últimas décadas, o FMI. Tais medidas têm sido constantemente recomendadas pelos países centrais.
As recomendações dadas ao Brasil não são praticadas no mundo desenvolvido; lá não vemos um Estado mínimo, não enxergamos uma abertura econômica, muito menos uma política de superávit que tem, como aqui cobram, o objetivo de pagar as dívidas públicas. Nos países centrais as empresas privatizadas tiveram suas ações pulverizadas, impedindo a concentração de renda, aqui elas foram parar nas mãos de um pequeno grupo de investidores, ampliando ainda mais as desigualdades sociais, além de provocar desequilíbrios regionais, pois a tendência é que os investidores optam por atuar com mais veemência nas áreas de maior desenvolvimento.
A busca de superávit primário às custas de menores gastos no social tem aprofundado as crises sociais. Por um lado, não conseguimos pagar, de certa forma, a nossa dívida, e por outro, os problemas populacionais internos se agravam. O que me parece é que “eles” estão rindo atoa, desfrutando de várias vantagens que lhes proporcionamos.
É, Neoliberalismo nos olhos dos outros é refresco! Para eles é claro.
(Bodart, Cristiano das N. Bodart)

Cristiano Bodart

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Centro de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Pesquisador do tema "ensino de Sociologia". Autor de livros e artigos científicos.

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Ao longo de sua trajetória, o blog consolidou-se como uma das principais referências nacionais na área de ensino de Sociologia, sendo amplamente consultado por professores, estudantes, pesquisadores e leitores de diferentes áreas do conhecimento. O portal reúne uma extensa coleção de materiais didáticos, incluindo artigos, planos de aula, avaliações, dinâmicas pedagógicas, podcasts, vídeos, indicações de filmes e diversos outros recursos voltados à educação.

Em 2019, o blog ultrapassou a marca de 9 milhões de acessos, evidenciando seu alcance e relevância no cenário educacional brasileiro.

O trabalho desenvolvido pelo blog foi reconhecido nacionalmente, tendo sido premiado na 7ª edição do Prêmio Professores do Brasil. Atualmente, o projeto reúne centenas de milhares de seguidores nas redes sociais e mantém uma comunidade de leitores que acompanha regularmente suas publicações.

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