Auschwitz: para não esquecermos que o preconceito mata

Auschwitz: para não esquecermos que o preconceito mata

“Arbeit macht frei” (“o trabalho liberta”) –  Frase grafada no portal de Auschwitz I

O dia 27 de janeiros é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Tal dia tem por objetivo não nos esquecermos do que aconteceu para que isso nunca mais se repita. Todo tipo de racismo e preconceito é perigoso. Foram esses sentimentos que levaram ao genocídio de milhares de judeus, ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência, etc.

O Holocausto aconteceu a partir de do ópio ao diferente, sentimento que foi crescendo lentamente nas mentes dos “cidadãos de bem” e incentivado por um governo totalitário, moralista e “nacionalista” (ver aqui o que é facismo).

O dia 27 de janeiro de 1945 tornou-se, em 2005, o dia da memória do genocídio fruto do preconceito, isso porque foi nesse dia que as tropas soviéticas  libertou o maior campo de extermínio nazista, o Auschwitz-Birkenau, onde a maioria dos 6 milhões de judeus foram mortos no genocídio liderado por Hitler.

 Em 1947, o local de Auschwitz I e II foi transformado em museu, que desde então recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo. Na entrada, um portão de ferro  que tem escrito em seu cimo  o trabalho liberta). Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.

 

 

Vídeo 1:

Em 2005 a CNN produziu um vídeo filmado por um drone que sobrevoou os campos de concentração de Auschwitz (AuschwitzI) e Birkenau (Auschwitz II), na Polônia.

 

Vídeo 2:

O próximo vídeo apresenta testemunhos de quem, há 75 anos era liberado, pelo exército soviético, o campo de concentração de Auschwitz, um símbolo dos horrores do regime nazista.

 

Vídeo 3:

 

Andor Stern é o único brasileiro nato a sobreviver ao campo de concentração que virou símbolo da “Solução Final da Questão Judaica”, de Adolf Hitler. Neste documentário da BBC News Brasil, Andor Stern relata os momentos trágicos que enfrentou principalmente no último ano da Segunda Guerra Mundial quando foi deportado com sua família para o campo. Viu sua mãe e outros parentes serem levados para a câmara de gás do infame campo e só foi poupado para ser usado no trabalho escravo a que prisioneiros eram submetidos.

Cristiano Bodart

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Docente do Centro de Educação da Ufal.

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